ABORTO

Atualizado: 20 de Jul de 2020

Imagine uma criança, ali pelos seus 12 anos, andando inocentemente por uma viela qualquer, quando de repente um monstro a atacada, e ali a encontramos, semi-morta, machucada e grávida.


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Por mais absurdo que pareça, esta não é uma história tão incomum, meninas ainda menores já passaram por isso, e hoje não vamos falar de pedofilia, mas sim sobre o polêmico assunto ABORTO.

Previsto pelo Código Penal Brasileiro desde 1984, o aborto induzido é considerado crime contra a vida humana; por enquanto não é qualificado crime, abortos em caso de a gestação representar risco de vida para gestante; gravidez por resultado de estupro e feto anencefálico.

Existem dois grandes movimentos, um que é totalmente contra o aborto, independentemente das circunstâncias e outro que é favorável ao aborto em qualquer circunstância. No dia 30 de maio de 2019 a Ministra Damares Alves, esteve em Buenos Aires e sua fala foi “Este governo defende a vida desde a concepção, a minha posição pró-vida é conhecida”.

A minha pergunta é! Até que ponto as leis são implantadas ou retiradas para baratear o custo Brasil? Porque em caso de liberação ou afrouxamento da lei, o SUS, teria que bancar os procedimentos médicos e hospitalares que envolvem o aborto, e estamos vendo a retirada da responsabilidade do Estado em várias esferas da sociedade, com cortes por todos os lado, na Previdência, Educação, Saúde etc…

Psicologicamente uma gravidez e uma vida indesejada pode causar diversos sofrimentos, muitas vezes observamos no aborto a possibilidade do relacionamento entre os pais acabar; voltemos ao exemplo acima, o aborto poderia liberar aquela criança de ter que sentir seu corpo sendo transformado por outra vida, e não teria responsabilidades quanto aos cuidados e educação ou não teria que decidir doar o(a) filho(a); ela teria que se haver com o sofrimento da violação e da interrupção da gravidez. Veja que não há saída fácil; que extinga as consequências.

O que podemos pensar é; será que o governo tem direito de escolher? Será que o Estado tem condições de oferecer um suporte para essa família? Será que a sociedade também se responsabilizará por essas pessoas envolvidas?

A saúde mental, não é algo isolado, que depende apenas do indivíduo, mas é o conjunto que forma uma rede, um emaranhado de relações, não sejamos simplistas em pensar sobre o aborto apenas sobre nosso própria ótica, tenhamos compaixão, empatia e amor ao próximo, vamos tirar essa roupagem preconceituosa e os dogmas religiosos e os julgamentos legalistas e sermos mais humanos.


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