Encoprese


criança com frauda
Encoprese

Depois dos 4 anos de idade é esperado o controle esfincteriano, porém algumas crianças mesmo após um período de controle, podem começar a evacuar em local e momento inadequado. Caso isso ocorra deve ser investigar com Pediatra Gastroenterologista e se constatado a ausência de doenças estrutural e inflamatórios e ausência de sinais de retenção fecal, é aconselhável uma psicoterapia infantil mais especificamente a ludoterapia e até mesmo o acompanhamento psiquiátrico conforme a psicopatologia associada a encoprese.

A encoprese pode derivar de um distúrbio emocional comumente em idade escolar que em sua grande maioria afetam meninos, uma das teorias apontam uma relação patológica entre mãe-filhos e qualidade psicodinâmica familiar. Os sintomas podem piorar quanto ao hábitos alimentares e histórico de constipação intestinal.

Fazem parte do tratamento a intervenção junto aos pais e familiares, desmistificação do problema, explicação detalhada do mecanismo da encoprese.

A criança com encoprese podem apresentar alteração de comportamento, diminuição do rendimento escolar, ansiedade, falta de auto-afirmação, pouca tolerância a frustrações, agressividade, insegurança, e outros.

É importante compreender que algumas crianças ficam indiferente as fezes, não as notam e não as sentem, geralmente pelo odor as pessoas ao redor que acabam notado. Já outras crianças escondem as roupas sujas e outras tentam lavar, sentem vergonha e não sabem como se livrar da encoprese.

É importante um trabalho de rede, com a família, escola e esferas sociais de sua participação, a criança deve ser acolhida, nunca ridicularizada, evitando assim o isolamento, dificuldades de socialização e rejeição.

O tratamento pode durar de 6 meses a 3 anos, talvez não haja remissão total dos sintomas, cada caso deve ser investigado, cuidado e tratado respeitosamente e profissionalmente.

Bibliografia: 

Duarte Costa, Clóvis; Inneco, Paulo Fernando D.; Barakat, Fernanda; Nogueira Veloso,

Vanessa. Aspectos clínicos e psicológicos da encoprese. Revista Paulista de Pediatria, vol. 23, núm. 1, marzo, 2005, pp. 35-40. Sociedade de Pediatria de São Paulo. São Paulo, Brasil

0 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo