SEGURANÇA

Atualizado: 30 de Mar de 2020

Câmeras, rastreadores, cerca elétrica, condomínios de altíssima segurança são nítidas notícias que vivemos em um mundo inseguro.



A medida que nos protegemos demais, percebemos que estamos expostos a toda sorte de desgraça, e isso não apenas fisicamente mas emocionalmente.


Já me disseram que é mais confiável conviver com animais do que com pessoas.


Muitos trocaram gente por cachorro ou gato, nada contra os pets, eles realmente são incríveis, mas o que não entra na minha cabeça é pensar que uma categoria de animal pode substituir a outra, somos animais, espera-se que racionais e cheio de afetos para compartilhar, mas a medida que a sociedade evolui, as relações se tornam frias e incertas.


Os pais andam preocupados com os boletos, os filhos andam preocupados em não dar preocupações, as esposas andam preocupadas em manter-se com a aparência de vinte anos e os maridos competem entre os amigos pra ver quem é o “bam bam bam”.


Nesse contexto fica difícil mesmo confiar em alguém, se instalamos câmeras é para flagrar alguém e ter provas para colocar o outro na cadeia, os rastreadores são para não perder de vista bens como carros, celular e até pessoas filhos, funcionários, cônjuges etc., as cercas elétricas e os condomínios seguros são para conter ou evitar a entrada de intrusos.


Sinto em informar, por mais bem intencionado que todos nós estejamos com tantas artimanhas de “segurança”, certamente nada disso é 100% eficaz, nada disso pode mesmo trazer segurança, o fato é que nós, seres humanos estamos em decadência ética, não sabemos como nos comportar e não temos todos os filtros necessários que possam nos impedir de invadir o espaço do outro.


Que pena, muito alarmante a quantidade de pessoas que se queixam todos os dias de falta de segurança. Chegando a grau de distúrbio como Síndrome do Pânico ou depressões profundas. Os estímulos da maldade são tão presentes nas mídias, nas falas e nas ações que muita gente está literalmente adoecendo dia após dia, pela sensação de falta de segurança.


Penso que seja o momento de sentarmos, olhar um para o outro e começarmos a falar sobre nossos medos, quem sabe assim juntos possamos como seres humanos civilizados encontrar maneiras para amenizar ou dissipar esse mal que nos rodeia.


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